quarta-feira, 16 de julho de 2008

Robôs "penetrantes" para exploração espacial passam por primeiro teste

Inúmeras sondas espaciais falharam ao descer na Lua e em outros planetas, o que comprova que a aterrissagem é o momento crítico da exploração espacial robotizada.

Por isso, cientistas ingleses resolveram adotar um enfoque mais chocante: em vez de aprimorar tecnologias para fazer seus robôs espaciais pousarem suavemente, para depois terem que escavar o solo para analisá-lo, eles estão desenvolvendo uma sonda que atinge o solo do planeta em altíssima velocidade, penetrando profundamente abaixo da superfície, onde o robô poderá fazer seu trabalho.

Robôs

Teste do robô penetrante

Embora a teoria seja perfeita, agora foi a primeira vez que um "robô penetrante" foi testado na prática. O teste é essencial para que os engenheiros verifiquem se os equipamentos mecânicos e eletrônicos do robô espacial conseguem sobreviver ao impacto.

Os resultados foram tão animadores que os cientistas ingleses esperam utilizar a tecnologia do robô penetrante já em 2013, na missão MoonLite (Lightweight Interior and Telecoms Experiment), que pretende estudar o solo e o subsolo da Lua. Os cientistas acreditam que a mesma técnica será muito eficiente para a exploração das luas de outros planetas, como Europa, Ganimedes, Encélado e Titã.

Robô chocante

A sonda espacial robotizada atingiu 1.120 km/h antes de atingir o seu ponto de impacto. Ao atingir o alvo, a pressão sofrida pelos equipamentos internos chegou ao equivalente a 20.000 G. Um ser humano somente pode sobreviver a forças ao redor de 10 G. O robô penetrante e o foguete que o impulsionou durante o teste estavam presos a um trilho.

O robô penetrante é equipado com um sistema de coleta e análise de amostras do solo que inclui uma perfuratriz, para que possa ser coletado material não diretamente atingido pelo impacto. O sistema é todo encapsulado no interior da estrutura, sendo liberado e acionado assim que a sonda penetra o solo.

Outros equipamentos incluem uma grande variedade de sensores, acelerômetros, um sismógrafo e um espectrômetro de massa para analisar a composição do subsolo. Todos os equipamentos mantiveram-se totalmente funcionais após o impacto.

Um robô penetrante pode dar aos cientistas informações importantes sobre a geologia de outros corpos celestes, a um custo muito inferior ao dos atuais robôs espaciais.

Mão robótica usa "sexto-sentido" inspirado nos peixes

A Intel divulgou a mais nova versão da sua mão robótica sensorial, capaz de detectar a posição dos objetos mesmo antes de tocá-los diretamente.

Eletrolocalização

O efeito é conseguido emitindo um pulso elétrico a partir das pontas dos dedos. Mesmo sendo fraco o bastante para não dar choques em quem toca a mão robótica, esse pulso interage com os objetos que se aproximam dos dedos, passando a informação para a central de controle, que movimenta os dedos em resposta à aproximação do objeto.

O fenômeno é chamado eletrolocalização e foi copiado dos peixes. Para conhecer outro robô que utiliza o mesmo princípio, veja Robô submarino tem sensores iguais aos dos peixes.

Sexto sentido robótico

Os cientistas estão criando o que eles chamam de "pré-toque", uma espécie de "sexto sentido" robótico, um novo sentido que tem uma faixa de atuação mais ampla do que o tato e mais curta do que a visão.

A eletrolocalização não é precisa o suficiente para detectar o formato ou a textura dos objetos, mas é suficiente para que o robô reaja à sua presença.

Robô que entra pelo cano pode resolver problemas da indústria

Indústrias de todos os tipos estão repletas de tubos, dutos e canalizações, pelos quais passam os mais diversos produtos ou mesmo ar, no caso dos sistemas de ventilação e ar condicionado. E esses canos funcionam muito bem - pelo menos até entupirem.

Robô que entra pelo cano

Robô que entra pelo cano pode resolver problemas da indústria
[Imagem: SINTEF ICT]

Usando a sua experiência na construção do robô-bombeiro AnnaKonda, cientistas noruegueses resolveram atacar de frente esse problema da indústria - ou talvez fosse mais adequado dizer, atacá-lo de dentro.

A equipe do Dr. Jens Thielemann projetou um robô que será capaz de navegar no interior de tubulações complexas, subindo canos verticais e passando facilmente por interseções. Ele será dotado de um sistema de navegação que permitirá que ele "saiba" onde está dentro da tubulação, podendo sair dela da forma mais otimizada possível.

Robô-cobra

Embora a imagem de uma cobra seja a primeira associação que se faz quando se vê o projeto do novo robô, que ainda não foi batizado, ele se move por meio de rodas feitas de plástico. Seu corpo será totalmente confeccionado em alumínio.

O projeto prevê que o robô seja capaz de se movimentar com facilidade por dutos e tubulações com diâmetros a partir de 20 centímetros.

O robô será composto por 10 módulos estruturalmente idênticos, conectados entre si, cada um deles contando com um par de rodas. Para balancear o peso do robô, os módulos de visão, processamento e motorização serão distribuídos entre os diversos módulos.

Os cientistas estão agora aprimorando o sistema de visão artificial e testando o primeiro módulo, que já foi construído. Eles esperam ter um protótipo totalmente funcional do novo robô até o final de 2008.

Cientista transforma seu rosto em controle remoto

A intenção do Dr. Jacob Whitehill é transformar robôs em professores. Mas, para isso, ele precisa antes ensinar seus robôs a reconhecer as expressões nos rostos dos alunos.

"Se eu sou um estudante às voltas com um robô professor e eu estou totalmente confuso e ainda assim o robô continua a apresentar matéria nova, isso não será muito útil para mim. Se, ao contrário, o robô pára e diz, 'Oh, parece que você está confuso,' e eu digo, 'Sim, obrigado por parar,' isto será realmente muito bom," vislumbra ele.

Reconhecimento facial automatizado

Nesta tarefa de criar sistemas de reconhecimento facial automatizado para equipar seus robôs-professores, o cientista da computação acabou se deparando com uma aplicação inusitada: utilizar o próprio rosto humano como um controle remoto, não apenas para controlar o comportamento dos robôs, mas para controlar qualquer tipo de equipamento eletrônico.

Com a inteligência já embutida no sistema o controle remoto facial não é um simples sistema de acionamento de funções: pela expressão facial, o sistema é capaz de detectar a velocidade com que o espectador gostaria de ver um filme, acelerando-o ou tornando-o mais lento.

Robôs-professores

Acelerar filmes ou passá-lo em câmera lenta pode não parecer funções muito utilizadas em um controle remoto, mas é uma informação essencial para que um robô-professor saiba se sua aula está indo rápido demais ou se está sendo cansativa para os alunos.

O Dr. Whitehill espera que seu sistema represente uma união das áreas de reconhecimento de expressões faciais e os sistemas de ensino por computador.

Criado implante cerebral que aprende e evolui junto com o cérebro

Pesquisadores da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, levaram vários passos adiante o conceito de implantes cerebrais e criaram uma interface cérebro-máquina que não apenas transforma sinais cerebrais em movimento, mas que também evolui com o cérebro à medida que ele aprende.

O implante cerebral mais avançado que existia até hoje funciona como um verdadeiro robô, sendo capaz de rastrear os neurônios para captar melhor os sinais dos neurônios. Mas esta é a primeira vez que uma interface neural consegue aprender e evoluir.

Interface cerebral inteligente

Em vez de simplesmente interpretar os sinais elétricos dos neurônios de determinadas partes do cérebro e utilizá-los para acionar uma mão ou uma perna robótica, o novo implante construído pela equipe do Dr. Justin Sanchez será capaz de se adaptar ao comportamento da pessoa ao longo do tempo e usar esse conhecimento acumulado para completar as tarefas motoras de forma mais eficiente.

"No grande quadro das interfaces cérebro-máquina, esta é uma mudança completa de paradigma," diz Sanchez. "Esta idéia abre todos os tipos de possibilidades sobre como interagimos com os dispositivos. Não se trata mais apenas de dar instruções, mas de como esses dispositivos podem nos assistir em um objetivo comum. Você conhece o objetivo, o computador conhece o objetivo e vocês trabalham juntos para completar a tarefa."

Comunicação de mão-dupla

Para que essa mudança de paradigma fosse possível, os pesquisadores transformaram o implante cerebral em um sistema de comunicação de mão-dupla, no qual a interface "ouve" os sinais do cérebro e transmite seus próprios sinais para os neurônios.

É como se o implante deixasse de ser uma simples prótese para se transformar em um verdadeiro assistente. Por enquanto o equipamento só foi testado em camundongos.

Movimentando um braço robótico com o pensamento

Para criar a interface cérebro-máquina inteligente, os pesquisadores desenvolveram um sistema que estabelece objetivos e dá prêmios quando esse objetivo é alcançado. Os ratos deviam mover um braço robótico apenas com seus pensamentos. Quando eles conseguiam, recebiam uma gota de água.

O objetivo do computador, por outro lado, era conquistar o maior número possível de pontos - quanto mais perto do objetivo o braço robótico chega, mais pontos o programa recebe.

Isto faz com que o programa detecte quais sinais do cérebro do rato leva-o a conquistar o maior número de pontos. Na próxima vez, o implante verifica se o pensamento do rato foi mais eficiente. Se não foi, ele induz os sinais correspondentes ao maior nível de eficiência já alcançado, tornando o processo mais eficiente para o rato.

Pílula com câmera navega pelo corpo humano e tira fotos

Já existem câmeras em forma de pílula, que podem ser engolidas e transmitirem imagens do interior do corpo humano, substituindo os mais invasivos exames de endoscopia.

Mas, até agora, essas pílulas não dispunham de nenhum mecanismo de controle, e os médicos dependiam apenas da sorte para conseguirem imagens dos pontos exatos do organismo que eles precisam examinar.

Pílula-câmera robótica

Uma equipe do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, ajudou a resolver esse problema criando uma nova câmera que se aproxima um pouco mais do conceito de um robô navegando pelo sistema digestivo humano.

A nova "pílula-câmera robótica" pode ser virada e até parada quando necessário. E, pela primeira vez, ela permite que se faça imagens do esôfago, por onde as versões anteriores das "câmeras de engolir" passavam muito rapidamente.

Navegando pelo corpo humano

Embora já existam robôs experimentais capazes de navegar no interior dos intestinos, a solução encontrada para dirigir a minicâmera endoscópica foi bem mais simples e prática, utilizando um campo magnético externo. Com um controle magnético do tamanho de uma barra de chocolate, o médico pode parar, virar e movimentar a câmera e até ajustar o seu foco.

As imagens são obtidas com a ajuda de um "flash" feito com diodos de luz fria. As fotos obtidas são imediatamente transmitidas para o computador de controle ao lado do paciente por meio de uma conexão sem fios.

Exames do esôfago e do estômago

Esta nova versão da câmera já comprovou ser capaz de fazer imagens do esôfago e do estômago graças a experimentos que os cientistas fizeram neles próprios. A versão anterior ficava apenas três ou quatro segundos no esôfago e agora pode ficar até 10 minutos, podendo tirar de duas a quatro fotos por segundo.

No estômago, o seu peso de cinco gramas era suficiente para que ela caísse diretamente para a parede inferior, tornando impraticável qualquer imagem. Agora, dotada de controle, tudo o que é necessário fazer é virá-la na direção desejada, permitindo a tomada de imagens de todas as paredes do estômago.

Robô doméstico alemão não é humanóide e tem um único braço

Pesquisadores alemães apresentaram a terceira versão do seu robô assistente Care- O-bot®. Ao contrário dos robôs humanóides japoneses, que poderiam ser qualificados como "de uso geral," o Care-O-bot está sendo desenvolvido especificamente para auxiliar nas tarefas domésticas.

Robô não-humanóide

Robô doméstico alemão não é humanóide e tem um único braço

E, intencionalmente, os engenheiros abandonaram o conceito de robô humanóide, acreditando que uma companhia com aspecto inegavelmente robótico pode ser melhor aceita em casa.

Os cientistas do Instituto para Engenharia e Automação da Manufatura, em Stuttgart, acreditam, por exemplo, que um braço é suficiente para que um robô seja útil em tarefas como servir a mesa e manipular aparelhos eletrônicos.

Uma plataforma com quatro rodas independentes, tanto em termos de movimento, quanto de direcionamento, permite que o robô tenha uma extraordinária mobilidade mesmo nos espaços pequenos de um apartamento, podendo ser comparado a um robô onidirecional que se equilibra sobre uma única esfera (veja Robô-bola se equilibra sobre uma esfera, ao invés de rodas ou pernas).

Segurança em primeiro lugar

Uma atenção especial está sendo dada ao aspecto de segurança do robô doméstico para que ele não se choque com as pessoas da casa. O seu braço, por exemplo, pára imediatamente se alguém entrar no seu raio de ação.

Para detectar os humanos e os objetos que ele deve manipular, o Care-O-bot possui uma multiplicidade de sensores, câmeras de visão estéreo, rastreadores de movimento e posição a laser e uma câmera 3-D que permite que o robô registre tudo ao seu redor em três dimensões e em tempo real.

Robô para serviços domésticos

O robô assistente alemão, com apenas 1,45 metro de altura possui um único braço com sete graus de liberdade e uma mão com três dedos, que o permite pegar com delicadeza jarras de vidro, copos e outros objetos domésticos, assim como operar equipamentos comuns em uma cozinha.

A sua bandeja frontal, além de permitir que ele carregue um copo de café ou qualquer outro objeto solicitado, possui uma tela sensível ao toque por meio da qual ele pode ser programado. "Mas o robô também pode ser dirigido por comandos de voz. Ao contrário das versões anteriores, ele pode até mesmo reconhecer e responder a gestos," diz o engenheiro Birgit Graf, que coordena do projeto do robô assistente.

Uma base de dados em sua memória guarda informações sobre a maioria dos objetos normalmente encontrados em uma casa. Ele sabe, por exemplo, a aparência de um copo e consegue localizá-lo entre os demais objetos da cozinha. Para torná-lo familiar com objetos desconhecidos, basta colocar o objeto em sua mão, para que ele trace uma impressão tridimensional, que passará a ficar armazenada em sua base de dados.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Slava Groshev

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O cara realmente pinta bem!!! Tem umas ai que tem que olhar de perto pra ver que não é foto

Origami

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Esculturas

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